Mulher morta a tiros pelo ex implorou pela vida da filha antes de ser assassinada, diz família
18/02/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é morta pelo ex-marido em Itumbiara; enteada do suspeito também foi agredida
A diarista Elieser Teodoro da Silva, de 39 anos, que foi morta a tiros pelo ex-companheiro, implorou pela vida da filha adolescente, segundo a família. O crime aconteceu no sábado (14), no Setor Santa Rita, em Itumbiara, no sul de Goiás.
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Segundo a irmã da vítima, Elieser era uma pessoa simples, trabalhadora e muito dedicada à filha de 15 anos. A adolescente presenciou o crime e contou à família que, ao se deparar com o homem armado, a mãe teria dito: “Por favor, não faz nada com a minha filha”.
“Ela morreu salvando a filha. Isso já diz tudo sobre quem ela era”, afirmou a irmã.
Durante a ocorrência, a filha da vítima também foi agredida com uma coronhada na cabeça. A adolescente foi socorrida e não corre risco de vida.
De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro, Pedro da Costa Queiroz, de 46 anos, após o crime ele tirou a própria vida. O caso é investigado como feminicídio.
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Pedro havia sido condenado por violência doméstica contra Elieser .
Reprodução/Redes sociais
Mãe dedicada e amante dos animais
Descrita como apaixonada por animais e plantas a rotina de Elieser era dividida entre o trabalho como diarista e os cuidados com a casa, os bichos e a filha.
Segundo a irmã, o maior sonho da vítima era quitar o financiamento da casa e ver a filha formada. “Ela dizia que só queria que a filha tivesse uma profissão. A vida dela era trabalhar e cuidar”, contou.
A família relatou ainda que Elieser era muito ligada aos animais e sempre mandava fotos dos gatinhos que cuidava para a família e amigos.
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Relacionamento marcado por violência
O relacionamento do casal durou cerca de 13 anos e, segundo familiares, era motivo de preocupação desde o início. Parentes afirmam que nunca apoiaram a relação.
Conforme a Polícia Civil, Pedro já havia sido condenado por violência doméstica contra Elieser em 2024. No dia 6 de fevereiro deste ano, a Justiça concedeu medida protetiva à vítima após denúncia por ameaça e dano.
Segundo o advogado João Barbosa, que defendia Pedro no caso mais recente, ele esteve na delegacia na sexta-feira (13), um dia antes do crime, para prestar depoimento sobre o descumprimento da medida.
O delegado responsável pelo caso, informou que será instaurado inquérito policial para apurar os fatos. No entanto, o procedimento pode ser arquivado em razão da morte do investigado.
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