Pax, startup brasileira, lança primeira plataforma policial com IA do País

  • 15/06/2026
(Foto: Reprodução)
Em sua primeira implantação em larga escala, na cidade de Luziânia, em Goiás - ainda então conhecida como Paladium - a Pax ajudou as forças de segurança goianas a reduzirem em 27% os crimes violentos, dobrando a efetividade policial e elevando em 59% a sensação de segurança da população – em seis meses. Ao longo do último ano, as forças de segurança que usam a plataforma de investigação assistida por IA da Pax já esclareceram mais de 2.000 casos criminais, entre homicídios, roubos a mão armada e furtos de veículos, em mais de 30 cidades brasileiras. Pax, startup brasileira, cria a primeira plataforma de investigação policial com IA do País. Acervo Por cerca de 2 anos, a Pax atuou com o nome Paladium, sua razão social, validando sua tecnologia e seu impacto antes de lançar-se a público. A marca Pax, adotada a partir de agora, traduz a missão da companhia: a palavra significa paz, em latim, alinhada ao objetivo de contribuir para a segurança pública. A Pax, startup brasileira de inteligência artificial para forças de segurança pública, em uma das maiores captações já realizadas nesse estágio na América Latina e a maior no Brasil, anunciou uma rodada seed de US$ 40 milhões liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark. Prova do sucesso das iniciativas da empresa nas praças em que atua. Atuação na segurança pública A violência custa à América Latina cerca de 3,5% do PIB da região, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (aproximadamente US$ 241 bilhões em 2025). O roubo de celular é tão comum no Brasil que cerca de 10% da população tem o aparelho roubado a cada ano - aproximadamente dois a cada minuto. Até nos casos mais graves, a elucidação dos crimes é baixa: só no Brasil, são registrados cerca de 40 mil homicídios por ano, e menos de 4 em cada 10 são esclarecidos, segundo o Instituto Sou da Paz. A média global é de 63% e na Europa chega a 92%. Os dados para fechar essa lacuna já existem. A infraestrutura para conectá-los, não. "O gargalo das investigações policiais são os dados", diz David Peixoto, fundador e CEO da Pax – que já fez parte do founding team da Arco, a maior edtech do Brasil e primeira empresa brasileira a abrir capital diretamente na Nasdaq. Depois, co-fundou a Isaac, para enfrentar os desafios financeiros e de gestão das escolas de ensino básico no país. "Construímos a Pax do zero para organizar essas informações e pistas do mundo físico e torná-los úteis em tempo real. O policial decide. A plataforma multiplica sua eficiência." Diferentemente de sistemas antigos que incorporaram IA em ferramentas já criadas há uma década, a Pax foi construída focada nesta tecnologia. A plataforma se conecta com câmeras em pontos críticos das cidades. Uma camada de IA organiza os dados do mundo real – veículos, pessoas, locais, boletins de ocorrências – em uma rede de inteligência continuamente atualizada, que gera pistas de investigação e alertas em tempo real. Toda consulta fica registrada. Todo acesso é atribuído a um usuário identificado, garantindo transparência e auditabilidade. "Pergunte a qualquer brasileiro o que ele mais quer ver resolvido, e a resposta é uma só: segurança", diz Andrew Cohen, sócio da Greenoaks, que já investiu em companhias como Coupang, Brex, Revolut, Flock Safety e Anthropic. No portfólio da Benchmark estão Uber, eBay, Instagram e Snap. "Por décadas, as polícias da região tiveram acesso restrito à tecnologia para coordenar e interpretar os dados disponíveis. Quando investimos na Pax pela primeira vez, acreditávamos que o time entregaria a primeira plataforma de segurança pública da região capaz de operar em tempo real. Hoje, os roubos de veículos despencaram no primeiro estado em que a Pax opera, e os policiais não conseguem mais imaginar trabalhar sem ela. Acreditamos que a Pax vai se tornar a empresa de segurança pública de referência na América Latina, e temos orgulho de estar ao lado de David e do time nessa expansão pela região”, ressalta Cohen. O time da Pax reúne engenheiros formados em Stanford, Harvard e MIT, ao lado de graduados do ITA e da USP - muitos deixaram carreiras nas maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos para voltar ao Brasil e construir a Pax. "Por décadas, a violência na América Latina pareceu inevitável. Acreditamos que ela é inaceitável -- e tem solução. Estamos apenas começando", afirma o fundador e CEO da Pax.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/especial-publicitario/pax/noticia/2026/06/15/pax-startup-brasileira-lanca-primeira-plataforma-policial-com-ia-do-pais.ghtml


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