Presidente do Sindicato dos Policiais Penais dá soco em presidente de associação antes de reunião em Goiás; vídeo
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Presidente do Sindicato dos Policiais Penais dá soco em presidente de associação
O vídeo de uma briga envolvendo representantes dos policiais penais de Goiás chamou a atenção nas redes sociais (veja acima). Nas imagens, é possível ver o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás (Sinsep), Maxsuell Miranda das Neves, dando um soco no presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás (Asspego), Adalto Nunes. De acordo com o autor da agressão, a atitude foi tomada para proteger dois policiais que estavam com ele.
Em nota enviada ao g1 na tarde desta quinta-feira (21), Adalto, por sua vez, afirmou que foi ameaçado verbalmente pelos envolvidos e que um deles teria dito que ele "estaria na mira de tiro" do grupo em razão da criação de um novo sindicato.
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Em entrevista ao g1, Maxsuell afirmou que tudo aconteceu por volta das 17h de quarta-feira (20), antes de uma reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no Setor Central, em Goiânia. Ele disse que agrediu Adalto depois que ele deu um tapa e uma cabeçada em dois policiais penais que o acompanhavam.
As agressões contra os policiais teriam sido motivadas, segundo Maxsuell, por um pedido de assinatura em um documento que exigia que Adalto prestasse contas das finanças da associação.
Presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás, Maxsuell Miranda, deu um soco no presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado, Adalto Nunes
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"Aí ele ficou alterado com o que tava pedindo o documento para ele assinar e também com o que estava filmando. Aí, ele fui em direção ao que estava filmando e deu uma cabeçada no rosto. O outro policial tirou ele. Ele foi em cima do outro, que era menor, um tapa na cabeça e no rosto dele", disse Maxsuell.
Em um vídeo gravado por ele próprio, que circula nas redes sociais, Adalto confirmou que a confusão começou com o documento citado por Maxsuell.
"Os caras vieram aqui me entregar um documento. Eu estou falando que não vou assinar enquanto eu não tiver oportunidade de ler. O cara me deu um murro na boca. (...) Olha a vergonha que a Polícia Penal passou", disse.
Na nota que enviou ao g1, Adalto disse que esse valor de R$ 1 milhão seria uma suposta dívida que ele teria com a Asspego, presidida por ele. O documento que o grupo queria que ele assinasse era o reconhecimento dessa dívida. "Me recusei, porque estava prestes a entrar na reunião e desconhecia o teor do documento", afirmou.
Segundo Adalto, ao sair da sala, ele fui seguido por um dos policiais penais que estavam com Maxsuell, que lhe deu um soco no abdômen. Já o outro, que estava filmando, o empurrou. "Então, o Maxsuell Miranda me acertou um soco pelas costas, o que me fez cair ao chão e sofrer hematomas no rosto", contou.
Para ele, a situação é uma tentativa de impedir a fundação do novo sindicato, que, segundo ele, se chama Singopol.
"Como não havia meio legal de impedir a criação do nosso sindicato exclusivo, partiram para pressão, ameaças e, ontem, para a violência física dentro do próprio Palácio do Governo", disse.
Questionado se estava arrependido da atitude, Maxsuell disse que foi uma reação que ele teve em defesa dos colegas.
"Eu considero que agi em legítima defesa de terceiros. Inclusive, um dos policiais agredidos tinha saído há 15 dias da UTI, teve um princípio de AVC. Ele é muito meu amigo e eu saí em defesa dele", afirmou.
Em nota, o Governo de Goiás afirmou que a discussão foi motivada por uma rixa antiga entre os dois, que evoluiu para contato físico. Destacou, porém, os seguranças do Palácio encerraram o desentendimento e prestaram assistência aos envolvidos (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).
Ao g1, o presidente do sindicato reconheceu que ele e Adalto não mantêm uma relação amistosa, acrescentando, contudo, que a briga não deveria ter acontecido.
"A gente não tem muita amizade, não. Então, ocorreu uma situação que não deveria ter ocorrido. Ele agrediu dois policiais que estavam comigo e eu acabei agredindo também", disse.
Maxsuell disse que iria registrar o caso na 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia na manhã desta quinta-feira (21). Já Adalto registrou o boletim de ocorrência, na mesma delegacia, por lesão corporal e ameaça.
Leia a íntegra da nota do Governo de Goiás:
"O Governo de Goiás informa que o desentendimento ocorrido no fim da tarde desta quarta-feira (20/5) aconteceu antes de uma reunião de trabalho entre dois representantes sindicais que estavam no 9° andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Nenhum dos envolvidos atua no Centro Administrativo.
A discussão foi motivada por uma rixa antiga entre os dois e, infelizmente, evoluiu para confronto físico. Os seguranças do Palácio encerraram o desentendimento e prestaram assistência aos envolvidos.
O Estado ressalta ainda que os dois sindicalistas não integram o corpo de segurança do Centro Administrativo, não havendo qualquer relação dos fatos com a administração estadual.
Secretaria de Comunicação - Governo de Goiás"
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